terça-feira, 28 de outubro de 2008

Mente sã, corpo são.

Assisti a uma apresentação de dança de uma turma de 2º grau hoje. Não posso negar que as meninas, com em média 15 anos, eram atraentes como só meninas conseguem ser. E sendo a música uma das mais novas da parada Black americana, é possível imaginar o vestuário sensual.

Quando comecei a assistir, fiquei encabulado de ver meninas daquela idade dançando de maneira tão provocante e com trajes tão demonstrantes. Logo repeti pra mim mesmo uma das máximas das tias, de todas as épocas: "Pra onde esse mundo vai".

Após uma pausa reflexiva, mudei de idéia. Talvez essa nova relação com o corpo não seja assim um pecado tão imperdoável.

Claro que muita gente diz que mulheres que fazem uso de seus atrativos físicos para se destacar se desvalorizam. Mas acho que essa conversa foi falada por alguma mulher feia e mal amada, e a muito, muito tempo atrás. Nós só não nos demos ao trabalho de repensar as coisas.

Se nos lembramos da frase que entitula esse post e damos a ela crédito, podemos inferir que ter um bom relacionamento com seu próprio corpo, seja conhecendo-o bem, seja não tendo vergonha de expô-lo é uma grande qualidade.

É, na verdade, um complemento para a mente sã. E por falar em mente, valer dizer que qualidades intelectuais ninguém tem vergonha de expor e o faz sempre que possível. Mas claro que contra isso muitos dirão: "As qualidades intelectuais merecem maior destaque que as físicas, por serem mais difíceis de se adquirir". Bem, não vou entrar no mérito da questão, mas não considero esse argumento fator determinante de "melhor" ou "mais importante".

Além do mais, durante tanto tempo vivemos sob uma tutela carrasca de religiões baseadas em falsos pretestos e cheias de práticas e mandamentos descabidos, que a aceitação do corpo, como parte imprescindível e maravilhosa do ser se tornou pecado imperdoável.

Claro que não acredito que o modo como as coisas correm atualmente, nessa dicotomia entre corpo x mente, em que quando um ganha, o outro tem que necessariamente perder, seja o melhor meio de promover a valorização do físico. Mas acredito, que apesar dos pesares, poderemos chegar, algum dia, num equilíbrio entre ambos. Com liberdade de usar tanto corpo, quanto mente, para o trabalho, o lazer, o prazer.

Sem nos sentirmos culpados e sujos, por usarmos nosso corpo da maneira que preferirmos.

(Um pouco confuso eu sei).

Amor barato ( No mau sentido ).

O amor é uma puta barata.

Quero dizer, a maneira como o amor é tratato, como o sentimento é usado para fazer dinheiro, é idêntica a relação de um cafetão com sua puta.

A cada dia, dezenas de músicas falando dos mesmos temas, mesmas idéias e as vezes até com as mesmas palavras, enchem os ouvidos de pessoas carentes, solitárias e medíocres, que encontram nas letras já tantas vezes plageadas, relação com sua própria vida infeliz. Sem perceber, no entanto, que tudo aquilo já foi dito antes, e antes, e antes, antes do antes. E que elas já pagaram por músicas com aquela mensagem, aquele formato, aquele sofrimento simulado.

Isso me leva a pensar se o próprio conceito de amor não vem sendo alterado, moldado por tantas e tantas falsas idéias, que falam de um amor carente, possessivo, dependente e muitas das vezes, mal vivido.

Claro que essas coisas não podem ser combatidas, não a força que combata a mentalidade fantasiosa do povo. Nada além do tempo muda o pensamento da massa, transformando-o, quem sabe, em algo diferente, mas quase nunca melhor.

Opa, o café tá pronto.