O amor é uma puta barata.
Quero dizer, a maneira como o amor é tratato, como o sentimento é usado para fazer dinheiro, é idêntica a relação de um cafetão com sua puta.
A cada dia, dezenas de músicas falando dos mesmos temas, mesmas idéias e as vezes até com as mesmas palavras, enchem os ouvidos de pessoas carentes, solitárias e medíocres, que encontram nas letras já tantas vezes plageadas, relação com sua própria vida infeliz. Sem perceber, no entanto, que tudo aquilo já foi dito antes, e antes, e antes, antes do antes. E que elas já pagaram por músicas com aquela mensagem, aquele formato, aquele sofrimento simulado.
Isso me leva a pensar se o próprio conceito de amor não vem sendo alterado, moldado por tantas e tantas falsas idéias, que falam de um amor carente, possessivo, dependente e muitas das vezes, mal vivido.
Claro que essas coisas não podem ser combatidas, não a força que combata a mentalidade fantasiosa do povo. Nada além do tempo muda o pensamento da massa, transformando-o, quem sabe, em algo diferente, mas quase nunca melhor.
Opa, o café tá pronto.
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